quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Letter to Santa


"I'm drinking Jack all alone in my local bar"

I can still hear the wind whistle in my ear.
Been trying to figure out the words that he's been trying to tell me
At first, i couldn't believe what i thought i heard
And I reckon that it is my curse to live with.
Regret, anger, frustration for some things I've made
I know there's no running away, I'll have to live with it
Many years have gone by, and it still lingers in my head
The guilt, for being weak when I shouldn't
And for pretending I was strong when I wasn't
Every day, whether I'm alone or not
The wind still talks to me.
Though i can't seem to capture all of it
There's a sentence, that stands crystal clear on my mind
"I want you back" , thats what he whispers
So that I can't forget how weak I was
And for that, I'm sorry.

"How we're going to make it work when it hurts,
when you pick yourself up you get kicked to the dirt"

So Santa, I'm all out of Jack,
And all i want for Christmas, is another bottle :)

domingo, 28 de novembro de 2010

caminhar

Enquanto percorres o teu caminho, vives momentos mais intensos que a vida, passas por pessoas com olhares distantes, vazios , retornas ao tempo em que também tu eras assim.
Choras, e choras não pelo que vês, não pelo que sentes nem pelo que sentiste, mas sim por saberes que nada mudou, nem o teu olhar, nem a tua vida.
Procuras um abraço entre a multidão, mas ninguém parece querer abrigar-te da chuva que te queima o corpo.
Mas quando fechas os olhos, vês-me aparecer por entre crianças e idosos, cães e bicicletas, e sentes o meu abraço apertado sobre o teu corpo.

E quando abres os olhos, vês que é apenas o vento que sopra traquino à tua volta, e eu posso ter partido, mas o vento que te percorre a face é a minha sombra, e o que sentes quando te toca, sou eu

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Varanda da cozinha

Quase todos os dias da semana, entre o pôr do sol e a madrugada, sento-me na varanda da cozinha, abrindo a porta de correr sem tentar fazer barulho, e fico ali a admirar o céu e as formas das nuvens ( quando assim elas o permitem).
Penso sobre tudo, penso sobre nada, e vejo a minha vida toda a passar-me a frente com um ténue aceno de adeus.
Gostava que nao fosse um adeus, gostava talvez de um até logo, gostava de reencontrar o caminho que há tanto perdi, gostava de ter sucesso , não por ter sucesso, mas sim para mostrar a mim mesmo e ao mundo que sou capaz.
Talvez chegue o dia em que nao volte mais a essa varanda, e quando ou se esse dia chegar, saberei que consegui.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

O vento

O vento doi quando te toca na face
E o cheiro do teu rosto foge com ele e paralisa o mundo a tua volta
Deixas de sentir, deixas de ver , ficas cega para o mundo
Mas o mundo vê-te, mais cego do que tu

sábado, 9 de janeiro de 2010

Sinto-te


Na varanda, fumo um cigarro
Vejo carros a passar, e pessoas que vagueiam
Vejo árvores que tremem ao vento
E o céu constante, compreensivo
Sinto o travo amargo da erva seca
E arregalo os olhos quando vejo q'afinal
O cigarro, sabe a ti
Sabe a ti porque tudo me sabe a ti
Porque tudo te quer trazer p'ra perto
Porque mesmo quando nao estas perto
Consegues estar perto
Por isso faço dele o meu vicio, porque sei
Sei que de cada vez que fumar um cigarro
Vais invadir-me a boca com teu sabor
E vais fazer-me arder a garganta
E tirar-me o ar
Como outrora fizeste, de outra maneira.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Perdidamente

Quando acordamos juntos, sinto a tua pele, húmida do suor da noite, quente , e ainda que levemente, sinto-te viva, desperta, de todos os sentimentos e emoçoes que te fazem descontrolar. Sei que já pouco significado tem, sei que é mais mecanico que natural. No crepusculo da noite deitas-te a meu lado, sem falar, teus labios nos meus, maos, braços, roupas, cama, sexo... Já vejo que no mundo a capacidade de amar , amar de amar, no sentido mais lato da palavra, já nao existe, ou se existe, é muito dificil de encontrar. Dizes tu que amar é... partilhar momentos...emoçoes, alegrias, tristezas, desilusoes... amar já foi muito mais do que isso. Amar foi outrora entregar a nossa alma à(ao) nossa(o) parceira(o)... Onde se vê isso agora? Nao, amar já nao se vê na partilha de arrepios, nem na partilha do mais leve pensamento. Agora tudo sao segredos, e o que é revelado nao mostra nem a mais pequena parte do que estamos a pensar no momento. Nao, nao me digas o que é o amor, qualquer forma... virtuosa.... desfigurada... moldada e acomodada à sociedade nao me serve, amor de amor, amar de amar, sentir de sentir, o desejo puro, a ambiçao mais forte pelo corpo encaixa com o nosso na mais natural perfeiçao, isso é o amor... Isso foi o amor... Isso...